GUGA NO QUE ESTÁ PENSANDO?
Isto é que me pergunto,
e claro que só posso dizer que após ler com atenção as matéria dos jornalistas Martin
Bernetti, Pedro Ladeira, sobre a orientação que o Presidente Bolsonaro fez as
Foças Armadas, para celebrarem a Data de 31 de Março de 1964, data do Golpe
Militar no Brasil, onde foram cassados os direitos políticos, houve perseguição
política, perdas de direitos, tortura a presos político, ou seja um período
negro na História do Brasil, onde os Atos Institucionais eram a Lei e aquele
que não os observasse era cassado, preso, torturado e até mortos, foi um período
em que não quero e não comemoraria, pois comemorar isto tudo é ir na contra mão
da Democracia que foi conquistada pelo povo brasileiro e por grandes políticos que
nos últimos anos, mas para ser direto, no último Governo Militar. Em 28 de
agosto de 1979 o então Presidente General João Batista de Figueiredo promulga a
Lei de nº 6.683 a LEI DA ANISTIA no Brasil, após uma ampla mobilização social, ainda
durante a Ditadura Militar de 1964, abrindo assim as portas para uma Democracia.
Ainda precisávamos eleger pelo voto direto os nossos governantes, foi um
movimento civil de reivindicação por eleições presidenciais diretas no Brasil,
no período de 1983-1984 (DIRETA JÁ). A possibilidade de eleições diretas para a
Presidência da República no Brasil começa se concretizar com a votação da
proposta de Emenda Constitucional Dante de Oliveira pelo Congresso Nacional. Entretanto,
a Proposta de Emenda Constitucional Dante de Oliveira foi rejeitada, frustrando
assim a sociedade brasileira. Mas os
adeptos do movimento conquistaram uma vitória parcial em janeiro do ano
seguinte quando Tancredo Neves foi eleito presidente pelo Colégio Eleitoral.
A ideia de criar um
movimento a favor de eleições diretas foi lançada em 1983, pelo Senador de Alagoas
Teotônio Vilela no programa Canal Livre da Rede Bandeirantes. A primeira
manifestação pública a favor de eleições diretas ocorreu no recém-emancipado
município de Abreu e Lima, na Região Metropolitana do Recife em Pernambuco, no
dia 31 de março de 1983. Organizada por militante do Partido do Movimento
Democrático Brasileiro (PMDB) no município, a manifestação foi noticiada pelos
jornais do estado, seguida por manifestações em Goiânia, em 15 de junho de 1983
e em Curitiba em novembro do mesmo ano. Posteriormente, ocorreu também uma
manifestação na Praça Charles Miller, em frente ao Estádio do Pacaembu, no dia
27 de novembro de 1983 na cidade de São Paulo. Com o crescimento do movimento,
que coincidiu com o agravamento da crise econômica, onde a inflação, fechava o
ano de 1983 com uma taxa de 239%, e uma profunda recessão atingia o País, houve
a mobilização de entidades de classe e de sindicatos. A manifestação contou com
representantes de diversas correntes políticas e de pensamento, unidas pelo
desejo de eleições diretas para Presidência da República, A repressão aumenta,
mas o movimento pela liberdade não retrocede e os democratas intensificam as
manifestações por eleições diretas. Na televisão, o general Figueiredo
classificava como 'subversivos' os protestos que começavam a acontecer em todo
o país.
No ano seguinte, o
movimento ganhou massa crítica e reuniu condições para se mobilizar
abertamente. E foi em São Paulo que a investida democrata ganhou força com um
evento realizado no Vale do Anhangabaú, no Centro da Capital, em pleno
aniversário da cidade de São Paulo – dia 25 de janeiro. Mais de 1,5 milhão de
pessoas se reuniram para declarar apoio ao Movimento das Diretas Já, este ato
foi liderado por políticos de grande renome na época como Tancredo Neves,
Franco Montoro, Orestes Quércia, Fernando Henrique Cardoso, Mário Covas, Luiz
Inácio Lula da Silva e Pedro Simon, além de artistas e intelectuais engajados
pela causa. A essa altura, a perda de prestígio do regime militar junto à
população era grande. Militares de baixo escalão, com seus salários corroídos
pela inflação, começavam a pressionar seus comandantes - que também estavam
descontentes, começa aí a Democracia no Brasil e retroceder isto é ir contra
todos os ideais democráticos que o povo brasileiro conquistou, portanto não
vejo motivo par comemorar a data de 31 de março.
É o que penso neste
instante, e anexo as matérias jornalísticas sobre o que o senhor presidente
Jair Bolsonaro pretende.
Juíza
intima Bolsonaro a se manifestar sobre pedido de celebração do golpe de 64
Martin
Bernetti/AFP
Bolsonaro orientou
quartéis a celebrarem "data histórica" de 31 de março de 1964.
A juíza federal da 6ª
Vara de Brasília, Ivani da Silva Luz, mandou intimar o presidente Jair
Bolsonaro sobre ação popular do advogado Carlos Alexandre Klomphas que pede
para que sejam barrados festejos em torno do aniversário do golpe militar, em
31 de março. Conforme revelou o jornal O Estado de S. Paulo no domingo (24) o
presidente Jair Bolsonaro orientou os quartéis a celebrarem a "data
histórica", quando um golpe militar derrubou o governo João Goulart e
iniciou um regime ditatorial que durou 21 anos.
A magistrada determinou
que Bolsonaro e a União se manifestem em até cinco dias sobre a ação. Outra
ação, movida por defensores públicos federais ontem foi distribuída por
prevenção à juíza, que já era relatora da ação popular do advogado, movida no
mesmo dia, mais cedo.
"Muda-se o governo
prossegue o drama. Há reiterado problema incontornável quanto à violação à
moralidade administrativa", afirmou Carlos Alexandre Klomfahs.
"Pede-se
liminarmente que a Presidência da República se abstenha de determinar os
efeitos do ato impugnado (comemorar o dia 31 de março no âmbito das Forças
Armadas) por violar o princípio constitucional da moralidade e no mérito a
procedência dos pedidos da inicial para confirmar a liminar concedida
determinando que se abstenha o Poder Executivo de comemorar o 31 de março sob
pena de multa diária de R$ 50 mil a ser revertida ao fundo de direitos
difusos."
O porta-voz da
Presidência da República, general Otávio Santana do Rêgo Barros, informou na
segunda-feira (25) que a inclusão da data na ordem do dia das Forças Armadas,
para comemoração dos 55 anos do golpe de 1964, já foi aprovada por Bolsonaro. A
participação do presidente nesses eventos, porém, ainda não está confirmada.
"O presidente não
considera 31 de março de 1964 um golpe militar", disse o porta-voz.
Segundo Rêgo Barros, na avaliação de Bolsonaro, sociedade civil e militares,
"percebendo o perigo" que o País vivenciava naquele momento, se
uniram para "recuperar e recolocar o nosso País no rumo". "Salvo
melhor juízo, se isso não tivesse ocorrido, hoje nós estaríamos tendo algum
tipo de governo aqui que não seria bom para ninguém", disse o porta-voz.
Questionado sobre como
serão as comemorações, Rêgo Barros disse que ficará a cargo de cada comando.
"Aquilo que os comandantes acharem, dentro das suas respectivas guarnições
e dentro do contexto, que devam ser feitas", disse. Não há previsão de que
haja qualquer evento no Palácio do Planalto.
Cautela
Generais da reserva que
integram o primeiro escalão do Executivo, porém, pediram cautela no tom para
evitar ruídos desnecessários diante do clima político acirrado e do risco de
polêmica em meio aos debates da reforma da Previdência no Congresso.
Em um governo que reúne
o maior número de militares na Esplanada dos Ministérios desde o período da
ditadura (1964-1985) - o que já gerou insatisfação de parlamentares -, a
comemoração da data deixou de ser uma agenda "proibida". Ainda que
sem um decreto ou portaria para formalizá-la, a efeméride volta ao calendário
de comemorações das Forças Armadas após oito anos.
Em 2011, a então
presidente Dilma Rousseff, ex-militante torturada no regime ditatorial,
orientou aos comandantes da Aeronáutica, do Exército e da Marinha a suspensão
de qualquer atividade para lembrar a data nas unidades militares.
MPF
recomenda que militares não comemorem golpe de 64 e pede punição
Pedro
Ladeira/Folhapress
O MPF (Ministério
Público Federal) recomendou hoje que militares de todo o Brasil se abstenham de
promover ou tomar parte de celebrações relacionadas ao golpe militar de 1964,
que completa 55 anos em 31 de março.
"A homenagem por
servidores civis e militares, no exercício de suas funções, ao período
histórico no qual houve supressão de direitos e da democracia viola a
Constituição Federal", diz o documento enviado hoje aos Comandos
Militares.
No início da semana, o
presidente Jair Bolsonaro (PSL) determinou 'comemorações devidas' em relação ao
episódio -- que, para o presidente, não foi um golpe, nem instituiu regime
ditatorial.
A Procuradoria Federal
dos Direitos do Cidadão (PFDC) classificou ontem a determinação como
"revestida de enorme gravidade constitucional" e desrespeita o estado
democrático de direito.
Punição
O MPF também pede às
unidades militares que tomem providências para que as orientações sejam
seguidas, com medidas para identificar possíveis eventos e os participantes, a
fim de puni-los disciplinarmente e comunicar ao órgão para que tome as
"providências cabíveis".
O documento diz que as
Forças Armadas não devem tomar parte em disputas ou manifestações políticas e
afirma que desobedecer a regra, no caso dos militares, é contravenção
disciplinar ou transgressão militar.
Brigadas, grupamentos,
comandos especiais, academias militares das Forças Armadas e outras unidades
integrantes dos Comandos Militares de todas as regiões têm até 48 horas para
informar ao órgão as medidas adotadas para o cumprimento das orientações ou as
razões para que elas não sejam acatadas.
Ainda segundo o
documento, depois de promulgada a Constituição de 1988, o Estado brasileiro
reconheceu as graves violações aos direitos humanos durante a ditadura e a
ausência de democracia. Desta forma, o presidente da República não poderia
desconsiderar que os dispositivos legais reconhecem o período iniciado em 31 de
março de 1964 como antidemocrático.
"O dever do Estado
Brasileiro é não só o de reparar os danos sofridos por vítimas de abusos
estatais no mencionado período, mas também de não infligir a elas novos
sofrimentos, o que é certamente ocasionado por uma comemoração oficial do
início de um regime que praticou graves violações aos direitos humanos",
diz o texto. E por assim segue.

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