11 de outubro de 2023, a 46 anos atrás nascia o Estado de Mato Grosso do Sul.
11 de outubro de 2023, a 46 anos
atrás nascia o Estado de Mato Grosso do Sul, que aqui descrever uma breve
história do meu Estado querido, bem como postarei algumas fotos.
Estado de Mato Grosso do Sul - Coordenadas:
20.29°-S 54.87°-O
Gentílico: sul-mato-grossense,
mato-grossense-do-sul
Localização de Mato Grosso do Sul
no Brasil
Localização: Região - Centro-Oeste
Estados limítrofes - Bolívia
(NO), Paraguai (SO), Goiás (NE), Minas Gerais (L), Mato Grosso (N), Paraná (S)
e São Paulo (SE)
Regiões geográficas intermediárias
- 03 Regiões
Regiões geográficas imediatas - 12
Regiões
79 Municípios
Capital - Campo Grande 54°.36'.58"-O
20°.28'.53"-S
Governo
Governador - Eduardo Riedel
(PSDB)
Vice-governador - José Carlos
Barbosa (Progressistas)
08 - Deputados federais
24 - Deputados estaduais
03 - Senadores - Nelsinho Trad
(PSD); Soraya Thronicke (PODE);
Tereza Cristina (PP)
Área Total – 357.145,532 km² (6º)
População em 2021
Estimativa: 2.839.188 hab. (21º)
Densidade: 7,95 hab./km² (19º)
Economia em 2020
PIB - R$ 122.628 bilhões (15º)
PIB per capita - R$ 43.649,17
(5º)
Indicadores - 2018/2019
Esperança de vida (2015) - 75,3 anos (10º)
Mortalidade infantil (2015) - 14,5‰
nasc. (18º)
Alfabetização (2010) - 93,0% (7º)
IDH (2021) - 0,742 (9º) - alto
Fuso horário: UTC−04:00, América/Campo
Grande
Clima: Subtropical, Tropical de Altitude
e Tropical Cfa, Cwa, Aw
Cód. ISO 3166-2 BR-MS
Site governamental: http://www.ms.gov.br/
Mato Grosso do Sul é uma das 27
unidades federativas do Brasil. Localiza-se no sul da Região Centro-Oeste.
Limita-se com cinco estados brasileiros: Mato Grosso (Norte), Goiás e Minas
Gerais (Nordeste), São Paulo (Leste) e Paraná (Sudeste); e dois países
sul-americanos: Paraguai (Sul e Sudoeste) e Bolívia (Oeste). É dividido em 79 Municípios
e ocupa uma área é de 357.145,532 km², com tamanho comparável à Alemanha. Com
uma população de 2.839.188 habitantes em 2021, Mato Grosso do Sul é o 21º
estado mais populoso do Brasil. A capital e município mais populoso de Mato
Grosso do Sul é Campo Grande. Outros municípios com população superior a cem
mil habitantes são Dourados, Três Lagoas e Corumbá. A extremidade ocidental do
estado é coberta pelo Pantanal; o Noroeste cobre as planícies; e o Leste cobre
os planaltos com as serras escarpadas da Bodoquena. Paraguai, Paraná,
Paranaíba, Miranda, Aquidauana, Taquari, Negro, Apa e Correntes são os Rios
mais importantes. As principais atividades econômicas são agricultura (soja,
milho, algodão, arroz, cana-de-açúcar); a pecuária (gado bovino); a mineração
(ferro, manganês, calcário); e a indústria (alimentícia, de cimento, de
mineração). O desejo de desmembrar Mato Grosso do Sul de Mato Grosso se iniciou
nas primeiras décadas do século XX, com uma revolta sob a liderança do coronel
João da Silva Barbosa, resultando que os rebeldes foram derrotados. O Norte
sempre teve resistência, por ter medo de que o estado se esvaziasse economicamente.
Por ocasião da Revolução Constitucionalista de 1932, efetivou-se a adesão do
sul ao movimento, sob a condição de que se fosse vitorioso seria dividido o
antigo estado. No dia 11 de outubro de 1977, finalmente concretizou-se o
desmembramento de Mato Grosso do Sul, que o presidente Ernesto Geisel elevou à
categoria de estado em 1º de janeiro de 1979, sendo primeiro governador
empossado Harry Amorim Costa, além da Assembleia Constituinte. O acontecimento
das primeiras eleições deu-se apenas em 1982. Como justificativa de desmembrar
o novo estado, foi argumentado pelo governo federal que a grande extensão da
área do antigo estado tornava-o difícil de administrar, além da apresentação
dos verdadeiros ambientes naturais diferenciados. Tem, como bebida típica, o
tereré, que é o seu patrimônio imaterial, sendo Mato Grosso do Sul também o
estado-símbolo dessa bebida e maior produtor de erva-mate da Região
Centro-Oeste do Brasil. O uso desta bebida, derivada da erva-mate (Ilex
paraguariensis), nativa do Planalto Meridional do Brasil, é de origem
pré-colombiana. O Aquífero Guarani compõe parte do subsolo do estado, sendo
Mato Grosso do Sul detentor da maior porcentagem do aquífero dentro do
território brasileiro.
Etimologia e linguística
O termo "Mato Grosso do
Sul" deriva do nome do vizinho "Mato Grosso", estado do qual
aquele foi desmembrado quando de sua criação. Já a origem do termo "Mato
Grosso" é incerta, acreditando-se que venha de um nome indígena usado para
designar parte da região - a palavra guarani kaaguazú (kaa, "bosque",
"mata" e guazú, "grande", "volumoso"), que
significaria, aproximadamente, "Mato Grosso". Assim como o vizinho
estado de Mato Grosso, o uso oficial, localmente, rejeita sempre o artigo
definido junto ao nome do estado: diz-se "Governo de Mato Grosso do
Sul", "Governador de Mato Grosso do Sul", "Constituição do Estado
de Mato Grosso do Sul", "em Mato Grosso do Sul".
História de Mato Grosso do Sul
Primeiros tempos
Os primeiros habitantes de Mato
Grosso do Sul eram povos indígenas como os guaranis, terenas e caiapós. A
região de Mato Grosso do Sul estava, no século XVIII, no caminho das monções,
expedições fluviais que ligavam a vila de Araritaguaba a Cuiabá. Foi nesse contexto
que os primeiros não-indígenas se fixam no atual território do estado e eram
paulistas. Em 1719, os irmãos Leme da Silva, por acidente, desviam-se da rota
convencional das monções e se fixam em um local no trajeto, onde criam a
Fazenda Camapuã, onde surge o povoado embrião da atual Camapuã. Com isso,
surgem as primeiras povoações no estado na rota das monções, como Coimbra
(1775), Ladário (1778) e Miranda (1797). Nas décadas após a Guerra do Paraguai
(1864-1870), o atual Mato Grosso do Sul recebe ondas migratórias vindas do Sul
e Sudeste do Brasil, atraídos pelas terras férteis, criação de gado e o cultivo
de erva-mate, que ampliam o povoamento do estado. Alguns imigrantes europeus,
sobretudo italianos e espanhóis, também se fixam no estado. Novas cidades
surgem nas das antigas fortalezas da guerra, como Dourados e Coxim, além de
Campo Grande, fundada por mineiros logo após o fim do conflito. Por volta de 1889,
as elites de Corumbá propuseram transferir a capital de Mato Grosso para lá,
assim iniciando o movimento separatista. No início do século XX, a construção
da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil rompe o isolamento do sul de Mato Grosso
(atual Mato Grosso do Sul), ligando Corumbá ao litoral de São Paulo e isso
alavanca o desenvolvimento da região. Além disso, o sul mato-grossense
sentia-se mais próximo a São Paulo do que a Cuiabá, favorecendo o separatismo. Em
1932, com a Revolução Constitucionalista em São Paulo, é criado por rebeldes
apoiadores da causa paulista o Estado de Maracaju, cujas terras abrangiam o
atual estado de Mato Grosso do Sul, e Vespasiano Martins é nomeado governador.
Com o fim da Revolução, Maracaju é dissolvido e reincorporado a Mato Grosso. Após
o Brasil entrar na Segunda Guerra Mundial, em 1943 Getúlio Vargas ordena a
criação de territórios federais em regiões estratégicas de fronteira, como o de
Ponta Porã, que existiu até 1946, quando voltou a pertencer a Mato Grosso. A
partir dos anos 1950, o desenvolvimento do agronegócio e a expansão da
fronteira agrícola trazem migrantes de outros estados.
Emancipação política
A ideia de desmembrar o antigo
sul de Mato Grosso contornou definitivamente o atual estado em 1975, com a tese
Divisão político-administrativa de Mato Grosso, que a Associação dos Diplomados
da Escola Superior de Guerra (ADESG) publicou, cujos dados basearam a campanha
intensificada pelo desmembramento. O presidente Ernesto Geisel comunicou que o
governo federal decidiu sobre o assunto durante uma reunião com o então
governador de Mato Grosso, José Garcia Neto, em 4 de maio de 1977. De acordo
com o primeiro projeto de lei, o novo estado seria chamado de "Campo
Grande". Quando o Congresso Nacional aprovou a lei e o presidente do
Brasil sancionou, em 11 de outubro do mesmo ano, o nome do estado foi mudado
para "Mato Grosso do Sul" e foi decidido que a capital do novo estado
seria Campo Grande. A emancipação do sul de Mato Grosso em um novo estado se
deve a dois fatores: o grande território de Mato Grosso, que o impedia de ser
governado eficazmente, e fatores geográficos e sociais, com o então sul do
estado com uma vegetação de campos, melhor distribuição fundiária, agricultura
mais intensiva e maior densidade demográfica, e o norte mato-grossense dominado
pela Amazônia, com o predomínio do latifúndio e da agricultura extensiva.
Novo estado
A afirmação dada pela lei que
constituiu Mato Grosso do Sul nos quatro primeiros anos em que passou a
existir, desde 1º de janeiro de 1979, foi a de que o presidente do Brasil
nomeou um interventor que governaria o novo estado. Naquela data o presidente
Ernesto Geisel investiu no cargo, em Brasília, o profissional da engenharia
Harry Amorim Costa. Durante aquela ocasião, foi acentuado pelo presidente
Ernesto Geisel que o fato de ser criado Mato Grosso do Sul teve como
significado "o reconhecimento de uma realidade econômica e social" e
foi destacado no novo estado — então a 23ª unidade da federação brasileira — a
"extraordinária vocação para o desenvolvimento agropecuário e
agroindustrial", devido acima de tudo dos solos férteis da região de
Dourados e do grande potencial que o cerrado tem da agricultura. Cortando o
mandato do primeiro governador pelo primeiro ano, Marcelo Miranda Soares
substituiu Harry Amorim. Quem demitiu Marcelo Miranda, por sua vez, já em 1980
foi o presidente do Brasil João Baptista Figueiredo e quem substituiu foi Pedro
Pedrossian, "de modo a promover maior entrosamento e unidade política no
estado, com vistas às eleições de 1982". Contudo, nem o fato de substituir
nem as verbas que o governo liberou em 1981 foi a garantia de que o governo
fosse vitorioso nas eleições de 1982. Foi eleito governador Wilson Barbosa
Martins, ex-deputado federal cassado. O governo de Wilson Martins enfatizou a
industrialização, perante o fato de instituir os incentivos - um dos quais tem
consistido na fixação de um prazo de três anos de carência para recolher o
Imposto de Circulação de Mercadorias e Serviços (ICM) do estabelecimento das
empresas industriais no estado até 1989. Também foi atacado pelo novo governo
que o meio ambiente fosse ameaçado, quando teve o apoio em 1984 da Operação
Pantanal 2, que a Secretaria Especial do Meio Ambiente (Sema) organizou, com as
forças armadas e as polícias civil e militar ajudando. O destino da operação
era a repreensão dos "coureiros" que praticavam a caça ilegal no
pantanal. Foi pronunciado por Martins que ele foi contrário ao fato de instalar
mais seis destilarias de álcool na bacia hidrográfica do rio Paraguai:
considerava o projeto como ameaçador do meio ambiente pois foi previsto pelo
então governador da época que fossem despejados de 15 milhões de litros de
vinhoto diariamente nos rios. Nos anos 1980 foi procurado pelo governo estadual
que ele mesmo voltasse a discutir sobre os problemas sociais, inclusive setores
infra estruturais como a educação e a saúde. O governo instalou a primeira
companhia da Polícia Florestal, que tem a incumbência de promover a redução das
ações da predação humana no Pantanal, área que empresas pesqueiras e caçadores
depredaram. Também foi implantado o Grupo de Operações de Fronteira (GOF) para
a repressão do tráfico de drogas, o fato de contrabandear e a caçar ilegalmente
animais silvestres nos 400 km de fronteiras com a Bolívia e o Paraguai. A par
de desenvolver o turismo ecológico, que o Pantanal propiciou, nos anos 1990 têm
crescido as perspectivas de desenvolver a economia, acima de tudo com o fato de
decidir a conclusão das obras da Ferronorte, que dará permissão ao transporte
ferroviário da produção agrícola em direção ao porto de Santos, no estado de
São Paulo. Em 1997 o governo privatizou a Empresa Energética do Estado de Mato
Grosso do Sul. Nos anos de 2005 e 2006, o fato de descobrir focos de febre
aftosa no estado tem levado aproximadamente 50 países à restrição ou à
proibição de comprar carne bovina no Brasil. Foi confirmado pela União Europeia
(UE) que fosse restringida a carne de Mato Grosso do Sul em setembro de 2007.
Essa medida foi revogada em outubro de 2008. De 2002 a 2008, os lenhadores
desmataram 4.279 quilômetros quadrados do bioma Pantanal, dos quais 65% ficavam
em território sul-mato-grossense. Em maio de 2008, foi realizada pelo Instituto
Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), a
Operação Ouro Negro, que visa combater o trabalho de explorar ilegalmente a
lenha e o carvão no Pantanal. O Ibama multou seis carvoarias por não
licenciarem e sim desmatarem acima do limite que a instituição ambiental
autorizou. A justiça condenou o ex-prefeito do município de Dourados Ari Artuzi
e os ex-vereadores Sidlei Alves, Humberto Teixeira Junior e Evaldo de Melo
Moreira, em outubro de 2011, por terem cometido crime de improbidade
administrativa. Um outro processo será respondido pelos quatro políticos. Eles
foram acusados por superfaturar o fato de licitar e pagar propina.
Geografia
O estado de Mato Grosso do Sul
está localizado no sul da Região Centro-Oeste do Brasil e tem como limites
Goiás ao Nordeste, Minas Gerais ao Leste, Mato Grosso ao Norte, Paraná ao Sul,
São Paulo ao Sudeste, Paraguai ao Oeste e Sul e a Bolívia ao Noroeste. Ocupa
uma superfície de 357.145,532 quilômetros quadrados, participando com 22,2%
superfície da Região Centro-Oeste do Brasil e 4,2% da área territorial
brasileira (de 8.514.876,6 km²), sendo ligeiramente maior que a Alemanha. Possui,
ainda, 79 Municípios, 165 Distritos, 04 (quatro) Mesorregiões Geográficas e 11
(onze) Microrregiões Geográficas, de acordo com o Instituto Brasileiro de
Geografia e Estatística.
Hidrografia
O território estadual é drenado a
Leste pelos sistemas do Rio Paraná, sendo seus principais afluentes os Rios
Sucuriú, Verde, Pardo e Ivinhema; a Oeste é drenado pelo Rio Paraguai, cujos
principais afluentes são os Rios Taquari, Aquidauana e Miranda. Pelo Rio
Paraguai escoam as águas da planície do Pantanal e terrenos periféricos. Na
baixada, produzem-se anualmente inundações de longa duração. A linha de divisa
com o estado de Mato Grosso segue limites naturais formados por vários rios e
camalotes.
Vegetação
Os cerrados recobrem a maior
parte do estado, mas também se destaca a Floresta Estacional Semidecidual. Há
ainda a presença de pampas e Mata Atlântica. Na planície do Pantanal, no Oeste
do Estado, durante o período de cheias do Rio Paraguai, a região vira a maior
região alagadiça do planeta, lá se combinam vegetações de todo o Brasil (até
mesmo da Caatinga e da Floresta Amazônica). É um dos biomas com maior
abundância de biodiversidade do Brasil, embora seja considerada pouco rica em
número de espécies.
Relevo
O Relevo de Mato Grosso do Sul é
formado por planaltos, patamares e chapadões, todos inseridos nas bacias dos
rios Paraná e Paraguai. O arcabouço geológico de Mato Grosso do Sul é formado
por três unidades geotectônicas distintas: a plataforma amazônica, o cinturão
metamórfico Paraguai-Araguaia e a bacia sedimentar do Paraná. Sobre essas
unidades, visualizam-se dois conjuntos estruturais. O primeiro, mais antigo,
com dobras e falhas, está localizado em terrenos pré-cambrianos, e o segundo,
em terrenos fanerozoicos, na bacia sedimentar do Paraná. Não ocorrem grandes
altitudes nas duas principais formações montanhosas, as serras da Bodoquena e
de Maracaju, que formam os divisores de águas das bacias do Paraguai e do
Paraná. As altitudes médias do estado ficam entre duzentos e seiscentos metros.
Clima
Na maior parte do território do
estado predomina o clima do tipo Tropical ou Tropical de Altitude, com chuvas
de verão e inverno frio e seco, caracterizado por médias termométricas que
variam entre 25°C na Baixada do Paraguai e 20ºC no planalto. No extremo
meridional ocorre o clima Subtropical, em virtude de uma latitude um pouco mais
elevada e do relevo de planalto. As geadas são comuns no sul do estado
registrando em média três ocorrências do fenômeno por ano. Observa-se o mesmo
regime de chuvas de verão e inverno seco e a pluviosidade anual é, também, de
aproximadamente 1.500 milímetros.
Demografia
A população de Mato Grosso do Sul
tem crescido a altos níveis desde a década de 1870, quando o estado passou a
ser efetivamente povoado. Entre a década de 1940 e o ano de 2008, a população
aumentou quase dez vezes, ao passo que a população do Brasil, no mesmo período,
aumentou pouco mais que quatro vezes. Isso, no entanto, não se dá devido a uma
alta taxa de natalidade no estado, mas à grande quantidade de migrantes de
outros estados ou imigrantes em Mato Grosso do Sul. Segundo o Instituto Brasileiro
de Geografia e Estatística, no ano de 2005, 30,2% da população residente no
estado não era natural daquela unidade da federação, ao passo em que a taxa de
fecundidade no estado no ano 2000 era a décima menor do Brasil, com 2,4 filhos
por mulher.
Composição étnica
Segundo o Censo de 2010, a
composição étnica da população sul-mato-grossense era a seguinte naquele ano:
47,29% brancos, 43,59% pardos, 4,90% pretos, 2,99% indígenas e 1,22% amarelos. As
migrações de contingentes oriundos em grande parte do Sul e Sudeste do Brasil e
imigrações de países como Alemanha, Espanha, Itália, Japão, Paraguai, Portugal,
Síria e Líbano foram fundamentais para o povoamento de Mato Grosso do Sul e
marcaram a fisionomia da região. O estado é, ainda, o segundo do Brasil em
número de habitantes ameríndios, de várias etnias, como os guaranis caiouás e
nhandevas, guatós, cadiuéus, kambas, ofaiés, terenas e chiquitanos. O grande
número de descendentes de indígenas e de imigrantes paraguaios (estes últimos,
em grande parte, fruto da miscigenação entre espanhóis e índios guaranis) são
dois fatores que contribuem para a alta porcentagem de pardos na população de
Mato Grosso do Sul. Já a ascendência afro-brasileira desse grupo étnico não é
tão numerosa quanto a indígena. A população indígena do estado totalizava, em
2008, 53.900 pessoas, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística. A área mais povoada do antigo estado de Mato Grosso, com uma
densidade demográfica bastante alta, era o planalto da Bacia do Rio Paraná,
onde ocorrem solos de terra vermelha com topografia regular. Ao ser
constituído, no final da década de 1970, Mato Grosso do Sul contava com uma
densidade média de 3,9 habitantes por quilômetro quadrado - alguns municípios
chegavam a ter mais de cinquenta habitantes por quilômetro quadrados, em
contraste com o norte, atual Mato Grosso, de menor densidade.
Migração e imigração
Pelas informações dos censos de
1991 e 1996, entre 1970 e 1990 houve redução nas migrações interestaduais nas
últimas décadas e queda do saldo migratório em Mato Grosso do Sul. Segundo os
dados, em 1991 houve a entrada de 124.045 pessoas de outros estados e a saída
de 105.009, resultando no saldo migratório de 19.036. Já em 1996, 87.374
pessoas imigraram para o estado e 73.748 emigraram desse para outros estados,
resultando num saldo migratório de 13.626 habitantes. No geral, o cenário
demográfico e social apresentado em Mato Grosso do Sul se baseia na tomada de
decisões das diversas instâncias de atuação da sociedade civil, da academia e
dos diversos níveis de governos, possibilitando e adequando o planejamento e
ações dentro de uma visão panorâmica real nos níveis desejados de qualidade de
vida e com o devido padrão de desenvolvimento sustentável. Durante seus quase quinhentos
anos de história espanhola, portuguesa e brasileira, a chegada de imigrantes,
colonizadores e conquistadores foi constante. Desde que o primeiro colonizador
europeu, Aleixo Garcia, que teria pisado em seu território em 1524, ao
percorrer o caminho do Peabiru, o estado de Mato Grosso do Sul recebeu
migrantes de diversas partes do Brasil nas diferentes fases de sua ocupação.
Visando a substituição da mão de obra escrava por trabalhadores livres no
Brasil, o Governo Imperial passou, a partir da segunda metade do século XIX, a
promover mais ativamente a imigração, principalmente europeia para o Brasil.
Dessa época até o nacionalismo do Estado Novo, que dificultou a imigração, o
Brasil recebeu milhões de imigrantes, não só europeus. O sul mato-grossense não
foi exceção. A partir de 1890, o estado de Mato Grosso – notadamente o sul
mato-grossense – apresentou uma população de estrangeiros crescente, superior a
seis por cento da população total, até 1920, quando o número decaiu para entre
cinco e três por cento da população em 1970. De qualquer maneira, no período
entre 1872 e 1970, Mato Grosso e o sul mato-grossense tiveram continuadamente
uma população estrangeira acima da média nacional, caso este que somente se
repetiu com quatro outros estados e a cidade do Rio de Janeiro. Na cidade de
Corumbá, por exemplo, era difícil localizar quem falasse o idioma português.
Entre 1920 e 1970, mais de cinquenta por cento dos estrangeiros que habitavam
Mato Grosso eram paraguaios. Outros treze por cento eram naturais da Bolívia. O
Mato Grosso do Sul é composto por 79 municípios, que estão distribuídos em 12 Regiões
Geográficas Imediatas, que por sua vez estão agrupadas em 03 Regiões Geográficas
Intermediárias, segundo a divisão do Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística (IBGE) vigente desde 2017. As Regiões Geográficas intermediárias
foram apresentadas em 2017, com a atualização da divisão regional do Brasil, e
correspondem a uma revisão das antigas mesorregiões, que estavam em vigor desde
a divisão de 1989. As regiões geográficas imediatas, por sua vez, substituíram
as microrregiões. Na divisão vigente até 2017, os municípios do estado estavam
distribuídos em onze microrregiões e quatro mesorregiões, segundo o IBGE.
Política
O Estado de Mato Grosso do Sul,
assim como em uma República, é governado por três Poderes, o Executivo,
representado pelo Governador, o Legislativo, representado pela Assembleia
Legislativa do Estado de Mato Grosso do Sul, e o Judiciário, representado pelo
Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso do Sul e outros Tribunais e Juízes.
Além dos três Poderes, o Estado também permite a participação popular nas
decisões do Governo através de referendos e plebiscitos. A atual Constituição
do Estado foi promulgada em 1989, acrescida das alterações resultantes de
posteriores Emendas Constitucionais. O poder executivo sul-mato-grossense está
centralizado no Governador do Estado, que é eleito em sufrágio universal e voto
direto e secreto pela população para mandatos de até quatro anos de duração,
podendo ser reeleito para mais um mandato. O Poder Legislativo Estadual é Unicameral,
constituído pela Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso do Sul,
localizada no Palácio Guaicurus, no Parque dos Poderes, em Campo Grande. Ela é
constituída por 24 Deputados, que são eleitos a cada quatro anos. No Congresso
Nacional, a representação sul-mato-grossense é de três Senadores e oito Deputados
Federais. O Poder Judiciário tem a função de julgar, conforme leis criadas pelo
Legislativo e Regras Constitucionais Brasileiras, sendo composto por Desembargadores,
Juízes e Ministros. Atualmente, a maior Corte do Poder Judiciário
sul-mato-grossense é o Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul.
Economia
A região onde Mato Grosso do Sul
está localizado contribui muito para o seu desenvolvimento econômico, pois é
vizinho de grandes centros produtores e consumidores do Brasil: Minas Gerais,
São Paulo e Paraná, além de fazer fronteira com a Bolívia e o Paraguai, uma vez
que se situa na rota de mercados potenciais de toda a zona ocidental da América
do Sul e se comunica com a Argentina através da Bacia do rio da Prata, dando
também acesso ao Oceano Atlântico e ao Pacífico através dos países andinos. A
principal área econômica do estado de Mato Grosso do Sul é a do planalto da
Bacia do Paraná, com seus solos florestais e de terra roxa. Nessa região, os
meios de transporte são mais eficientes e os mercados consumidores da região
Sudeste estão mais próximos.
Agropecuária
Sua economia está baseada na
produção rural (animal, vegetal, extrativa vegetal e indústria rural),
indústria, extração mineral, turismo e prestação de serviços. O estado possui
um dos maiores rebanhos bovinos do país. Além da vocação agropecuária, a
infraestrutura econômica existente e a localização geográfica permitem ao
estado exercer o papel de centro de redistribuição de produtos oriundos dos
grandes centros consumidores para o restante da região Centro-Oeste e a região
Norte do Brasil. Quanto a sua pauta de exportações, Mato Grosso do Sul se destacou
na venda para o exterior de açúcar in natura (17,26%), soja (16,96%), carne
bovina congelada (10,37%), pastas químicas de madeira à soda ou sulfato
(10,34%) e milho (9,99%). Segundo dados de 2020, se Mato Grosso do Sul fosse um
país, seria o quinto maior produtor mundial de oleaginosas. Em 2020, Mato
Grosso do Sul foi o quinto maior produtor de grãos do país, com 7,9%. Na soja,
produziu 10,5 milhões de toneladas em 2020, um dos maiores estados produtores
do Brasil, em torno do 5º lugar. É o quarto maior produtor de cana-de-açúcar,
com cerca de 49 milhões de toneladas colhidas na safra 2019/20. Em 2019, o Mato
Grosso do Sul também foi um dos maiores produtores de milho do país, com 10,1
milhões de toneladas. Na produção de mandioca, o Brasil produziu um total de
17,6 milhões de toneladas em 2018. Mato Grosso do Sul foi o sexto maior
produtor do país, com 721 mil toneladas. O estado possui o quarto maior rebanho
bovino do Brasil, com um total de 21,4 milhões de cabeças de gado. O estado é
um grande exportador de carne bovina, mas também de aves e suínos. Na
avicultura, o estado tinha, em 2017, um rebanho de 22 milhões de aves. Na carne
de porco, em 2019, o Mato Grosso do Sul processou mais de 2 milhões de animais.
O estado ocupa a 7ª posição brasileira na suinocultura, avançando para se
tornar o 4º maior produtor brasileiro nos próximos anos. Em 2017, Mato Grosso
do Sul detinha 0,71% da participação mineral nacional (6º lugar no país). Mato
Grosso do Sul produziu ferro (3,1 milhões de toneladas no valor de R$ 324
milhões) e manganês (648 mil toneladas no valor de R$ 299 milhões).
Indústria
Mato Grosso do Sul teve um PIB
industrial de R$ 19,1 bilhões em 2017, equivalente a 1,6% da indústria
nacional. Emprega 122.162 trabalhadores na indústria. Os principais setores
industriais são: Serviços Industriais de Utilidade Pública, como Eletricidade e
Água (23,2%), Construção (20,8%), Alimentos (15,8%), Celulose e Papel (15,1%) e
Derivados de Petróleo e Biocombustíveis (12,5%). Esses 5 setores concentram
87,4% da indústria do estado. Na cidade de Três Lagoas, a produção de papel e
celulose é considerável. Mato Grosso do Sul registrou crescimento acima da
média nacional na produção de celulose, atingiu a marca de 1 milhão de hectares
de eucalipto plantado, ampliou seu parque industrial no setor e consolidou-se
como o maior exportador do produto no país no primeiro trimestre de 2020. Entre
2010 e 2018, a produção no sul de Mato Grosso aumentou 308%, atingindo 17
milhões de metros cúbicos de madeira redonda de papel e celulose em 2018. Em
2019, o Mato Grosso do Sul alcançou a liderança das exportações no
comercializado no país, com 9,7 milhões de toneladas comercializadas: 22,20% do
total exportado brasileiro de celulose naquele ano.
Turismo
Mundialmente conhecido por sua
biodiversidade, encontrada principalmente no Complexo do Pantanal e no Parque
Nacional da Serra da Bodoquena, o Mato Grosso do Sul possui atrativos naturais
e culturais que podem ser vistos ao participar de passeios turísticos. Os
cenários são distintos e com belezas peculiares, sendo rico em flora, fauna e
exuberância da natureza. A dedicação de seus habitantes o tornaram uma das mais
produtivas áreas agrícolas e seus visitantes devem provar sua comida típica. O
turismo ecológico também representa uma importante fonte de receita para o
estado. Sua capital é Campo Grande e suas principais cidades turísticas são
Bonito, Jardim e Bodoquena localizados no Parque Nacional da Serra da
Bodoquena; cidades de Corumbá, Aquidauana, Miranda, Anastácio, e Porto Murtinho
no Complexo do Pantanal; Ponta Porã e Bela Vista na fronteira com o Paraguai,
além das cidades de Costa Rica, Rio Verde e Fátima do Sul.
Educação
A taxa de analfabetismo em Mato
Grosso do Sul decresceu no final do século XX, com reduções nos níveis de
analfabetismo classe etária de 10 anos e mais, passando de 23,37%, em 1980,
para 9,5% em 2004. E apesar das reduções serem significativas, os dados da área
urbana e rural foram bem distintos. As principais instituições de ensino
superior de Mato Grosso do Sul são: Universidade Federal de Mato Grosso do Sul
(UFMS); Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD); Universidade Estadual
de Mato Grosso do Sul (UEMS) e Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS). Em
novembro de 2009, foi implantado na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul
o Centro Tecnológico de Eletrônica e Informática de Mato Grosso do Sul
(CTEI-MS), um polo tecnológico criado pela parceria entre a UFMS, a UCDB e a
UNIDERP. Foi montada no CTEI uma das redes de informática mais rápidas do país,
que opera a 10 Gb/s.
Energia
Mato Grosso do Sul possui uma
capacidade de geração de energia instalada é de 7.826,5 MW, sendo 94% é de
origem renovável. Desse total, 6.740,8 MW são provenientes de usinas
hidrelétricas, 464,7 MW de gás natural, 427,4 MW de biomassa e 182,8 MW de
pequenas centrais hidrelétricas. Porém, até 2015, a capacidade de geração terá
um incremento de 4.208,4 MW a partir do início das operações da Usina
Hidrelétrica São Domingos dentre outras usinas de biomassa e PCHs. Ainda assim,
a maior parte da energia consumida no estado é produzida pela Usina
Hidrelétrica Engenheiro Sousa Dias, na divisa com São Paulo.
Transportes
Em 2022, Mato Grosso do Sul
possuía 45.176,8 km de Rodovias Municipais, 15.084,0 km de Rodovias Estaduais e
3.197,6 km de Rodovias Federais. Em 2022 eram cerca de 8.000 km de rodovias
pavimentadas (entre rodovias estaduais e federais). Seu sistema viário
contribui em boa medida para o escoamento da produção agropecuária. Os
principais eixos rodoviários são: BR-163, que liga os municípios de Sonora a
Mundo Novo, onde havia cerca de 120 km de pistas duplicadas em 2022, com
planejamento futuro para um total de 847 km de duplicações, cruzando todo o
estado; BR-267, que liga Porto Murtinho a Bataguassu (Porto XV de Novembro), no
rio Paraná, e a Ourinhos, em São Paulo; BR-060, que liga Chapadão do Sul a Bela
Vista e a BR-262, que Liga Corumbá a Vitória (Espírito Santo). Tendo uma malha
rodoviária desenvolvida para os padrões nacionais, MS possui vários terminais
rodoviários de passageiros, se destacando os terminais de Campo Grande,
Dourados e Esplanada da Estação (Corumbá). Mato Grosso do Sul sedia ainda três
grandes empresas nacionais de transporte rodoviário de passageiros: Expresso
Queiroz, Viação Cruzeiro do Sul e Viação São Luiz. O estado também possui duas
linhas ferroviárias: a Estrada de Ferro Noroeste do Brasil, que liga o
centro-oeste do estado de São Paulo com a cidade de Corumbá, em Mato Grosso do
Sul, na do Rio Paraguai, com 1.330 quilômetros de extensão; e Ferronorte, que
liga a cidade de Santa Fé do Sul a Rondonópolis desde 1989, sendo um dos
principais corredores de escoamento de grãos da região, com 755 quilômetros que
ligam o noroeste paulista com o sul mato-grossense. A navegação fluvial, que já
teve importância decisiva, vem perdendo a preeminência. Dois eixos fluviais
compõem o estado, ambos pertencentes à Bacia do Rio da Prata. O Rio Paraguai
integra o estado com os países vizinhos Paraguai e Argentina, e com Mato Grosso
pelo porto de Cáceres. Os principais produtos transportados no rio são:
minérios de ferro e de manganês, cimento, madeira, derivados de petróleo e gado
em pé. No ano de 1999, essa hidrovia começou a transportar açúcar, partindo de
Porto Murtinho. Os principais portos são os de Corumbá Ladário e Esperança) e
Porto Murtinho. Por fim, através do Rio Paraná que corre a Hidrovia
Tietê-Paraná. Mato Grosso do Sul é um estado muito bem servido no que diz
respeito a aeroportos, possuindo sete em operação, sendo três internacionais
(Aeroporto Internacional de Campo Grande, Aeroporto Internacional de Corumbá e
Aeroporto Internacional de Ponta Porã) e quatro regionais (Aeroporto Plínio
Alarcom, Aeroporto Regional de Dourados, Aeroporto Regional de Bonito e
Aeroporto Regional de Nova Andradina)
Cultura
A cultura inclui a linguagem, as
crenças, os costumes, as cerimônias, a conduta, a arte, a culinária, a moda, o
folclore, os gestos e o modo de vida de determinado número de pessoas em um
período. O local onde se situa, o meio ambiente, a economia e o que cerca um
povo influência o seu modo de vida. A cultura local é uma mistura de várias
contribuições das migrações ocorridas em seu território:
Pratos típicos: Chipa, Farofa de
banana, Farofa de carne, Furrundu, Pacu assado, Puchero, Quibebe de mamão, Sopa
paraguaia, Saltenha, Quebra-torto, Arroz carreteiro, Macarrão boiadeiro;
Bebidas típicas: Caldo de
piranha, Licor de pequi, Sorvete de bocaiuva, geladinho e Tereré;
Símbolos: Tuiuiú, Trem do
Pantanal;
Música: Rasqueado, Guarânia,
Chamamé, Cururu, Siriri, Vanerão, Sertanejo, Rock.
Esportes
Mato Grosso do Sul possui vários equipamentos esportivos que impulsionam o turismo esportivo e atraem milhares de pessoas, com um razoável planejamento de infraestrutura esportiva: recebe todo ano eventos esportivos e automobilísticos importantes como a Fórmula Truck e a Stock Car. O maior estádio universitário da América Latina também se encontra no estado. No estado nasceu o medalhista olímpico Rafael Silva no judô, o medalhista em Mundiais de atletismo Zequinha Barbosa, o tricampeão Pan-Americano e finalista olímpico Leonardo de Deus na natação e Müller, campeão mundial de futebol em 1994 pela Seleção Brasileira.







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